Na pregação intitulada “Não fuja do problema”, Deive Leonardo ministra uma mensagem impactante sobre a tendência humana de travar ou recuar exatamente nos momentos em que é necessário avançar. A reflexão toma como base a história bíblica de Eleazar, um dos valentes do rei Davi, relatada em Segunda Samuel 23. Enquanto o exército de Israel recuou de medo diante dos filisteus, Eleazar permaneceu firme no campo de batalha e lutou com tamanha intensidade que sua mão ficou presa à espada, garantindo uma grande vitória dada por Deus.
Usando ilustrações do cotidiano e experiências pessoais marcantes — como um acidente durante uma viagem em família na neve e os desafios de lidar com imprevistos —, o pregador demonstra como o instinto de frear diante do perigo ou da incerteza costuma causar mais ferimentos do que a própria caminhada. Deive Leonardo enfatiza que muitos traumas, dores e estagnações espirituais acontecem porque as pessoas tentam abandonar os processos no meio do caminho em vez de resolvê-los. A mensagem encoraja o cristão a abandonar a postura de esquiva, enfrentar de frente os obstáculos e confiar que Deus concede a força e a autoridade necessárias para superar qualquer gigante.
O Perigo do Instinto de Recuar Diante dos Desafios
Na jornada da vida, é extremamente comum que o ser humano sinta o desejo impetuoso de parar quando surge o primeiro obstáculo. Diante de incertezas, pressões financeiras, crises familiares ou desafios ministeriais, a reação natural do corpo e da mente muitas vezes é o recuo. Contudo, em uma profunda ministração, Deive Leonardo traz uma alerta essencial para a vida cristã: o hábito de fugir dos problemas não traz paz, mas sim paralisação e ferimentos profundos.
Muitas vezes, aquilo que impede um indivíduo de alcançar a plenitude dos propósitos de Deus não é a ausência de promessas, mas a falta de disposição para enfrentar os processos. A hesitação em momentos decisivos faz com que situações simples se tornem traumas duradouros. Quando se tenta frear bruscamente no meio de uma descida desafiadora, o risco de queda aumenta drasticamente. Da mesma forma, no âmbito espiritual, desmamar da batalha no momento de maior exigência gera marcas que poderiam ser evitadas se houvesse a firmeza de continuar caminhando.
O Exemplo do Valente que Não Abandonou a Espada
Para fundamentar essa verdade, o ensinamento recorre à passagem bíblica de Segunda Samuel, capítulo 23, que narra a bravura de Eleazar, filho de Dodô, um dos três valentes mais destacados de Davi. Naquele contexto histórico, o exército de Israel encontrava-se reunido para combater os filisteus. No entanto, ao presenciarem a força e a ameaça do inimigo, os soldados israelitas foram dominados pelo medo e abandonaram o campo de batalha, deixando o local em fuga.
Diferente da multidão acovardada, Eleazar tomou uma atitude de coragem singular. Ele não se deixou influenciar pelo recuo dos seus companheiros, nem permitiu que a solidão no campo de batalha ditasse o seu destino. Eleazar permaneceu firme, levantou a sua espada e combateu o exército inimigo até que a sua força física se esgotasse ao ponto de sua mão ficar presa ao cabo da arma. A Bíblia registra que, naquele dia, o Senhor operou um livramento extraordinário por meio da bravura de um único homem, e o povo só retornou depois que o perigo já havia sido neutralizado, apenas para recolher os despojos.
Essa narrativa ensina que o verdadeiro mover de Deus se manifesta na vida daqueles que decidem não recuar. Enquanto muitos preferem aguardar a tempestade passar para usufruir dos resultados, as maiores vitórias espirituais e emocionais são reservadas para quem tem a ousadia de permanecer de pé no momento da adversidade.
A Diferença Entre a Experiência com Traumas e a Coragem sem Medo
A caminhada com Deus exige a desconstrução dos traumas acumulados ao longo dos anos. Com o passar do tempo e o acúmulo de frustrações passadas, o adulto tende a se tornar excessivamente cauteloso, enxergando perigo em cada oportunidade de crescimento. Essa mentalidade de defesa impede que a fé seja exercida em sua totalidade.
Conforme abordado no Bora Preach, o medo de sofrer novamente faz com que muitas decisões sejam tomadas com base em dores antigas, e não nas promessas presentes de Deus. No entanto, para viver o extraordinário, é indispensável renovar a mente e adotar uma postura de confiança inabalável. Quando o foco é colocado no Senhor e não nas ameaças ao redor, a mente aprende a encarar a montanha do desafio não como um local de destruição, mas como um cenário de aprendizado e triunfo.
Vencendo os Gigantes com Autoridade e Perseverança
A mensagem final exorta a igreja a assumir uma postura ativa e corajosa em relação aos problemas que têm sido protelados. Fugir de uma dificuldade só adia o confronto e prolonga o sofrimento. Quer se trate de uma decisão difícil, de uma conversa adiada ou de um projeto estagnado pela dúvida, a orientação é encarar a realidade com a certeza de que a presença divina acompanha aqueles que avançam.
Decidir enfrentar as batalhas diárias implica reconhecer que as maiores conquistas das nossas vidas não acontecem em cenários confortáveis, mas no calor das lutas. Ao decidir não fugir mais das responsabilidades e dos desafios, o cristão rompe com ciclos de estagnação familiar e abre caminhos de prosperidade e paz para as próximas gerações. Em vez de virar as costas para os gigantes, a fé autêntica corre na direção do desafio, certa de que Aquele que promete é fiel para cumprir e dar a vitória.
Fonte: YouTube — http://www.youtube.com/watch?v=manMtC3Fjf0
